O combinado com a Sandra é que eu deveria pegar o resto da documentação, para poder pegar o meu filho, as 17h. E o dia foi horrível... as horas não passavam... eu estava super preocupada com ele... simplesmente não tinha condições para trabalhar.
Sai do
serviço as 16:30h e fui com a minha irmã para o fórum, meu Pai veio nos buscar.
Quando cheguei lá, descubro que a documentação ainda não havia sido assinada,
pois era o dia do juiz visitar os abrigos, então ele não estava na sala dele.
Ele tinha até as 17h para voltar e fazer o serviço dele, e eu tinha até as
18:30h para pegar o meu filho.
E fiquei
orando para que tudo desse certo... as horas foram passando e eu fui ficando
cada vez mais ansiosa e com medo de algo dar errado...
Eu ficava
ligando para a Família Acolhedora, implorando para que eles esperassem, pois eu
iria pegar o meu filho no dia... que não abria mão disso... e elas ficavam
lembrando que só poderiam esperar até as 18:30h...
Athena não
me deixava na mão, e não seria dessa vez que ela iria fazer isso... 18:15h a
Sandra Augusto(do cartório da criança) me chamou dizendo que os documentos
estavam todos com ela, perfeitamente assinados. Assinei o que precisava assinar
e sai correndo com a minha irmã, entramos no carro e fomos voando para a sede
da Família Acolhedora, chegamos exatamente 18:30h... todas estavam na porta,
prontas para ir embora... eu já disse... “pode esperar... quero meu filho
hoje!”
Entramos,
fizemos toda a parte burocrática do negócio, agradeci a todos pelo apoio e
atenção... peguei o meu filho e fui para a casa...
Não preciso
nem falar que foi uma alegria... minha Mãe já tinha feito uma sopinha para ele
comer... mas ele não comeu muito, estava quietinho, meio quentinho... e o
que eu fiz... corri com ele para o pronto-socorro.
Expliquei
tudo para o atendimento(coisa que se tornou um hábito), e quando fui atendida,
expliquei ao médico que eu era Mãe a pouco mais de 2h, e que não sabia ao certo
o que ele tinha, mas que ele estava com febre. Ele foi examinado, não tinha
nada grave, o médico disse que poderia ser os primeiros dentinhos nascendo,
pois a gengiva dele estava bem inchadinha... me orientou como dar dipirona, e
voltei para a casa com ele.
Aquela noite
foi... em claro! Passei a noite toda olhando ele, vendo se ele estava com
febre, admirando... admirando... admirando... não tive sono nenhum... só
queria ter certeza de que eu não estava sonhando... de que tudo era real... e
que, a partir daquele momento, eu era Mãe de um lindo menininho de 9 meses...
meu Ryüsei!





.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)


.jpeg)
.jpeg)

.jpeg)
.jpeg)



