terça-feira, 28 de outubro de 2025

2015... finalmente, chegou o dia...

O combinado com a Sandra é que eu deveria pegar o resto da documentação, para poder pegar o meu filho, as 17h. E o dia foi horrível... as horas não passavam... eu estava super preocupada com ele... simplesmente não tinha condições para trabalhar.

Sai do serviço as 16:30h e fui com a minha irmã para o fórum, meu Pai veio nos buscar. Quando cheguei lá, descubro que a documentação ainda não havia sido assinada, pois era o dia do juiz visitar os abrigos, então ele não estava na sala dele. Ele tinha até as 17h para voltar e fazer o serviço dele, e eu tinha até as 18:30h para pegar o meu filho.

E fiquei orando para que tudo desse certo... as horas foram passando e eu fui ficando cada vez mais ansiosa e com medo de algo dar errado...

Eu ficava ligando para a Família Acolhedora, implorando para que eles esperassem, pois eu iria pegar o meu filho no dia... que não abria mão disso... e elas ficavam lembrando que só poderiam esperar até as 18:30h...

Athena não me deixava na mão, e não seria dessa vez que ela iria fazer isso... 18:15h a Sandra Augusto(do cartório da criança) me chamou dizendo que os documentos estavam todos com ela, perfeitamente assinados. Assinei o que precisava assinar e sai correndo com a minha irmã, entramos no carro e fomos voando para a sede da Família Acolhedora, chegamos exatamente 18:30h... todas estavam na porta, prontas para ir embora... eu já disse... “pode esperar... quero meu filho hoje!”

Entramos, fizemos toda a parte burocrática do negócio, agradeci a todos pelo apoio e atenção... peguei o meu filho e fui para a casa...

Não preciso nem falar que foi uma alegria... minha Mãe já tinha feito uma sopinha para ele comer... mas ele não comeu muito, estava quietinho, meio quentinho... e o que eu fiz... corri com ele para o pronto-socorro.

Expliquei tudo para o atendimento(coisa que se tornou um hábito), e quando fui atendida, expliquei ao médico que eu era Mãe a pouco mais de 2h, e que não sabia ao certo o que ele tinha, mas que ele estava com febre. Ele foi examinado, não tinha nada grave, o médico disse que poderia ser os primeiros dentinhos nascendo, pois a gengiva dele estava bem inchadinha... me orientou como dar dipirona, e voltei para a casa com ele.

Aquela noite foi... em claro! Passei a noite toda olhando ele, vendo se ele estava com febre, admirando... admirando... admirando... não tive sono nenhum... só queria ter certeza de que eu não estava sonhando... de que tudo era real... e que, a partir daquele momento, eu era Mãe de um lindo menininho de 9 meses... meu Ryüsei!


Harumi Kawakubo