segunda-feira, 30 de março de 2026

O grande susto!

No post anterior eu disse que tinha ido buscar o Ryü na escola, pois ele não estava se sentindo bem...

Ele disse que se sentia um pouco fraco. Ele não tinha comido quase nada no café da manhã, provavelmente a fraqueza era isso.

Em casa minha Mãe fez uma vitamina de banana caprichada para ele. Ele bebeu e pediu para ir para o quarto dormir, pois estava muito cansado.

Eu avisei para a minha Mãe que se ele continuasse dessa forma, levaria ele novamente ao médico. Ele tinha consulta agendada para dia 20 com a médica da Família na UBS, ainda era dia 11. Eu daria um jeito de agilizar, mas levaria na UPA novamente se fosse preciso.

Eu fui para o quarto com ele, acabei dormindo ao lado dele na cama. Acordamos na hora do almoço. Minha Mãe fez macarrão... ele AMA macarrão.

Ele comeu sem problemas, pedi para descansar mais um pouco.

Eu disse que ele iria descansar, mas que depois iríamos estudar para a prova do outro dia.

Algumas horinhas depois fui ajudar ele a estudar. Ele reclamou um pouco de dor nas costas. Achei que era por causa da posição em que ele estava deitado. Disse para ele se ajeitar melhor, ficamos estudando juntos e deu tudo bem. Ele jantou sem maiores problemas.

19 horas fomos deitar, como de costume. Por volta das 22h, mais ou menos ele pediu para ir ao banheiro. Logo que ele sentou no vaso, começou a gritar, dizendo que estava sentindo muita dor...

Depois disso começou a falar um monte de coisa sem sentido, sem muita lógica.

Não pensei duas vezes, peguei ele do jeito que estava e corri para a UPA(fica praticamente do lado da minha casa). Eu e minha Irmã, a pé, de noite, indo até a UPA.

Estava chapado!

Uma mulher cedeu o lugar onde estava para ele sentar, ele reclamava muito de dor. A vez dele parecia que nunca chegava!. Chamou umas 7 vezes um número e ninguém respondeu... o nosso era o próximo... minha Irmã foi falar com a enfermeira da triagem, dizer que a pessoa provavelmente tinha ido embora e que estávamos com uma criança sentindo muita dor. Eles chamaram nosso número. Ele não falava nada, só gemia muito. A enfermeira disse para minha Irmã ir na recepção fazer a ficha e para que eu levasse ele direto para o consultório, que não precisava nem esperar chamar, era só bater na porta e entrar.

Mal saímos da sala, ele desmaiou.



Harumi Kawakubo