terça-feira, 18 de novembro de 2025

Mãe-Guardiã

O relógio avança em tons de madrugada,

E o sono, Amiga, é uma visita roubada.


Um pigarro, uma febre, um suspiro abafado,

E o coração dispara em alarme, lado a lado.


O jaleco branco, a UPA, a luz do farol,

O medo gelado que não se dissolve com o sol.


Mas ser mãe não é só ninar em calmaria,

É ser a Guardiã na mais escura vigia.


É trocar o lençol, medir a glicemia, Virar enfermeira, doutora e terapia.

É o nó na garganta que a gente engole sorrindo,

Dizendo "está tudo bem", enquanto o medo está subindo.


Somos o porto, a bússola, a força invisível,

A logística insana que torna o caos vivível.


Choramos no banheiro, bebemos o café frio,

Mas voltamos à batalha sem causar desvio.


Porque há um amor ali, maior que o cansaço,

Que cura o mundo inteiro em um único abraço.


Para cada perrengue, para cada aflição,

Há uma chama acesa em seu vasto coração.


Mãe é sinônimo de "eu dou conta", mesmo na dor,

E transforma o susto em um gesto de puro amor.


Agora ele dorme, respira em paz, seguro...

E a mãe-guardiã segue forte, olhando para o futuro.


Harumi Kawakubo