Amar alguém com diabetes é um ato diário de cuidado, empatia e parceria verdadeira.
Não se trata de assumir uma condição, mas de caminhar ao lado de quem a vive todos os dias.
É entender que amor também é perguntar como está a glicemia, carregar uma balinha na bolsa, respeitar o silêncio quando a hipoglicemia chega e estar por perto quando a frustração aparece.
É ter paciência com os altos e baixos - não só da glicose, mas da rotina, do humor, do corpo.
É saber que, por trás de cada monitor, de cada sensor ou agulha, existe alguém tentando dar o seu melhor.
Amar alguém com diabetes é a prova de que o cuidado pode ser leve, desde que seja verdadeiro.
É celebrar vitórias pequenas, como uma refeição equilibrada ou um dia sem hipos, e dar apoio quando o cansaço bate, quando o corpo não responde, quando o número no visor parece uma sentença.
É saber que a vida pode ser doce, mesmo com tanto açúcar sob controle.
E que o amor, esse sim, não precisa ser medido.
(post original Eu e a Bete)
Harumi Kawakubo
